Sejamos sinceros,
Nada de sentimentalismo exacerbado ou discursos recorrentes sobre a inevitável despedida. Nós somos mais do que palavras, somos mais do que a perda, do que a dor e do que o medo.
Nós... somos pássaros.
Aprendemos a enfrentar os problemas de cabeça erguida, a abrir as asas sobre o horizonte desconhecido, a encarar e resistir, mesmo que isso exija sacrifício.
Porque mais do que pássaros, nós... somos fênix.
Renascemos das cinzas todos os dias. A cada olhar de agradecimento, sob o calor dos perdões e palavras ditas. É só deixar as memórias fluírem nostalgicamente para perceber que o ciclo ainda continua. Atravessamos céus tempestuosos, consertamos asas quebradas, sobrevivemos às chamas, provamos a todos nossa capacidade, compartilhamos histórias de vida, compreendemos a diferença e sua inevitável necessidade.
Crescemos juntos, aprendemos juntos, erramos juntos. E, hoje, sobre joelhos machucados fechamos mais um ciclo de nossas vidas.
Finalmente estamos prontos para voar e abrir caminhos, prontos para uma nova jornada, cheia de obstáculos e expectativas. Mas estamos sozinhos dessa vez.
Afinal, não somos pássaros comuns; daqueles que migram em bandos no inverno e ressurgem unidos na primavera. Não há mais estações para nós. Estamos por conta própria.
Um dia, nos daremos conta da necessidade de partir, ganhar novos rumos. E quando esse dia chegar – o que assustadoramente aconteceu mais rápido do que o esperado – as coisas que cultivamos serão as primeiras a nos deixar.
E é por isso, talvez, que essa seja a forma mais pura de eternizar esse sentimento que nos revigora, talvez esse seja o momento de deixar uma parte de si e levar um pedaço de cada um, inclusive daqueles que abriram as asas antes de aprender a voar, nos deixando.
Saibam que todos vocês fizeram a diferença.
E as lágrimas, sorrisos, tensões, dramas... Tudo o que deixaremos para trás viverá até o fim.
Porque assim como a fênix, nós... somos imortais.
[Aos pássaros do 3°Ano B, da FJC]


